O Supremo Tribunal Federal dos Estados Unidos rejeitou nesta semana a tentativa do governo de Donald Trump de impor severas restrições ao voto por correspondência, apenas algumas semanas antes das eleições de meios-termo.

Divisão no tribunal

A decisão foi tomada por 7 votos a 2, com os ministros conservadores Samuel Alito e Clarence Thomas em desacordo. O Supremo manteve uma decisão anterior que bloqueou a implementação de novas regras pela Agência Postal dos EUA.

Segundo a decisão, sob a nova regra, os estados teriam sido obrigados a enviar listas de eleitores aptos à Agência Postal, que então confirmando que apenas pessoas na lista recebem seus votos por correspondência. No entanto, o Supremo considerou que aplicar essa regra nas eleições de 2026 seria arbitrária e capciosa, pois os responsáveis pelas eleições locais não teriam tempo suficiente para implementá-la.

Consequências práticas

A decisão afeta diretamente os Estados Unidos, onde o voto por correspondência já começou em alguns estados antes das eleições de 2022. O presidente Trump, que sempre criticou o voto por correspondência, viu sua tentativa de controle frustrada.