Um episódio extremo do El Niño pode reduzir em pelo menos 2% o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe ao longo de três anos e levar até 4,8 milhões de pessoas adicionais à pobreza até o fim da década, segundo estimativa da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

A estimativa consta de um relatório especial divulgado nesta segunda-feira (21). O estudo analisa os possíveis impactos econômicos, sociais e ambientais de um episódio de El Niño de forte intensidade na região.

Impactos econômicos

A Cepal prevê impactos sobre o PIB, inflação, pobreza e produção e destaca riscos especialmente para energia, agricultura, pesca e infraestrutura. Um dos principais pontos de atenção é o setor elétrico, já que vários países da América Latina dependem fortemente da geração hidrelétrica.

Impactos no agronegócio

A agricultura também está entre os setores mais vulneráveis. Com menos chuva e temperaturas mais altas, os reservatórios podem ficar sob pressão justamente quando aumenta a demanda por eletricidade para refrigeração e ar-condicionado.