Um grupo de senadores democratas está realizando uma investigação sobre a reforma da fonte refletora em Washington, D.C., que, sob a administração do ex-presidente Donald Trump, tem enfrentado problemas significativos, incluindo estouro de orçamento e deterioração rápida.

Em uma carta enviada na quinta-feira ao secretário do Interior, Doug Burgum, liderada pelo senador Martin Heinrich, do Novo México, os democratas afirmaram que "o povo americano merece saber por que o projeto de reabilitação falhou e quais ações corretivas o Departamento está tomando para resolver essa questão contínua".

Desde o anúncio das reformas, o projeto tem sido marcado por uma série de problemas, levantando sérias questões sobre a gestão do projeto, práticas de contratação e responsabilidade fiscal. Os senadores observaram que, enquanto o custo inicial estimado era de US$ 1,8 milhão, os gastos já ultrapassaram US$ 16 milhões, segundo documentos de contratação federal.

A reforma da fonte refletora, que visava melhorar suas qualidades reflexivas e reduzir o crescimento de algas, chamou a atenção nacional, especialmente após o revestimento azul, chamado de "azul da bandeira americana", começar a descascar e o crescimento de algas se intensificar. Apesar dos problemas evidentes, a Casa Branca classificou o projeto como um sucesso.

Trump reconheceu os problemas, mas atribuiu-os a atos de vandalismo, sem apresentar evidências concretas. Em uma postagem em sua conta no Truth Social, ele divulgou uma foto da superfície da fonte e afirmou que "este é o superfície de borracha dura — Sem Pintura — Antes que os Vândalos cortassem e desmantelassem!".

Os senadores solicitaram esclarecimentos sobre o custo atual do projeto, a lista de reparos previstos e as razões para a escolha de um contrato sem licitação. Além disso, questionaram se o departamento realizou uma revisão independente da qualidade da construção e se houve uma investigação sobre o crescimento de algas.

O Departamento do Interior, que abriga o Serviço Nacional de Parques, respondeu a um pedido de comentário da CNBC com um questionamento sobre a suposta falha e incluiu um link para uma postagem no X (ex-Twitter) mostrando imagens da fonte refletora.