Marco Rubio na cúpula da ASEAN BRENDAN SMIALOWSKI / POOL / AFP O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusou a China de estar sendo "cooperativa" com o Irã "em alguns casos" nesta quarta-feira (22). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Guerra entre Irã e EUA voltou a escalar Estados Unidos e Irã trocaram novos ataques entre esta terça-feira (21) e quarta-feira (22) e voltaram a fazer ameaças de bombardeios pesados. Os movimentos aumentam a tensão no Oriente Médio e reforçam os sinais de uma nova escalada da guerra.

Oriente Médio em tensão: Irã declara 'guerra total' aos EUA e Houthis bloqueiam rota de petróleo ▶️ Contexto: Na madrugada desta quarta, pelo horário iraniano, os EUA atacaram alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. Segundo as forças americanas, os bombardeios atingiram centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones do Irã. Moradores de Teerã relataram explosões.

Outras foram registradas nas cidades de Chabahar, Konarak e Bushehr, onde fica a única usina nuclear do Irã. Antes, o Irã havia atacado instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Além disso, um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo.

O Irã também afirmou ter atingido infraestrutura da Amazon no Bahrein, onde a empresa americana mantém um centro regional de dados. A companhia não comentou. Um míssil iraniano lançado de um local desconhecido nesta captura de tela obtida de um vídeo divulgado em 21 de julho de 2026 WANA via REUTERS ⛰️ Ainda na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá atacar "muito em breve" a montanha de Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz.

A montanha abriga uma rede de túneis subterrâneos onde especialistas acreditam que o Irã mantenha parte da infraestrutura usada no enriquecimento de urânio. Em resposta, o comando militar iraniano afirmou que vai atacar investimentos dos Estados Unidos e de países aliados caso instalações nucleares iranianas sejam bombardeadas. Segundo um funcionário do Ministério da Saúde iraniano, 50 civis morreram e 500 ficaram feridos nos recentes ataques norte-americanos.

Já os EUA confirmaram a morte de 18 militares desde o início da guerra. Conflito se espalha Houthis realizaram cerca de cem ataques no Estreito de Bab el-Mandeb entre 2023 e 2025. Houthi Military Media/Reuters via DW Os Houthis, que controlam o norte e o oeste do Iêmen anunciaram na segunda-feira (20) um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.

O anúncio abriu uma possível nova frente na guerra. O bloqueio pode afetar diretamente o estreito de Bab el-Mandeb, conhecido como "Portão das Lágrimas". A via liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, dando acesso ao Oceano Índico.

Milhões de barris de petróleo saudita passam diariamente pela rota, usada para abastecer mercados da Ásia e da Europa. O trajeto vinha sendo usado como alternativa ao Estreito de Ormuz, que teve o tráfego praticamente interrompido após o início da guerra. Poucas horas depois do anúncio, dois petroleiros que haviam acabado de carregar petróleo em Yanbu, na costa saudita do Mar Vermelho, mudaram de rota.