O SaySo, um novo aplicativo de notícias em vídeo, foi lançado em abril com o objetivo de oferecer informações confiáveis por meio de criadores verificados. A proposta é se destacar em um cenário dominado por redes sociais, onde a desinformação e o excesso de conteúdo dificultam a navegação do usuário.
Um novo modelo de consumo de notícias
Segundo o Reuters Institute for the Study of Journalism, a dependência de criadores de conteúdo para informações tem crescido. Aproximadamente 27% dos adultos em 48 países acessam notícias por meio de criadores online, embora apenas 13% relatem que esses criadores atendem plenamente suas necessidades informativas.
Com isso em mente, a chefe de produto do SaySo, Cydney Adams, destacou que o aplicativo foi desenvolvido para criar um espaço onde os usuários possam confiar nas informações que consomem. "A principal coisa que continuávamos vendo nos dados da pesquisa era que as pessoas estão realmente sobrecarregadas", afirmou Adams. Ela enfatizou a necessidade de um ambiente que elimine a dúvida sobre a confiabilidade das fontes.
Funcionalidades e abordagem do SaySo
O SaySo é um produto da holding Caliber, que também gerencia outros veículos de notícias voltados para redes sociais. O aplicativo foi lançado com 30 criadores de notícias que já possuem audiência em outras plataformas. Entre eles estão Lia Newman, Grant Hermes e David Arthur, que trazem conteúdos sobre clima, política e explicações diárias sobre notícias.
Os usuários podem selecionar temas de interesse, como atualidades, cultura pop, educação, tecnologia e esportes. O aplicativo apresenta uma aba chamada Digest, que oferece um feed com as principais notícias do dia. Adams comentou que, ao contrário de outras plataformas que visam manter o usuário conectado por mais tempo, o SaySo quer disponibilizar notícias de forma mais direta e menos sobrecarregada.
O aplicativo também conta com um algoritmo que recomenda conteúdos com base no histórico de visualização dos usuários. Todos os vídeos são revisados por moderadores antes de serem publicados, e tanto criadores quanto usuários devem seguir diretrizes que proíbem discurso de ódio.
Os criadores são selecionados com base em critérios que priorizam padrões jornalísticos e conteúdos factuais. Embora Adams não tenha revelado os valores, todos os criadores fundadores recebem remuneração por meio de contratos com o SaySo. A expectativa é que até o final do ano, mais 70 criadores sejam incorporados ao aplicativo.
Adams finalizou destacando que o objetivo é tornar o SaySo uma plataforma onde diversas perspectivas sejam bem-vindas. "Não acredito que seja possível ser totalmente imparcial, mas é possível oferecer um espaço plural para diferentes vozes", concluiu.
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