O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou nesta quinta-feira que a Espanha não possui evidências de que Marrocos planejou ou facilitou a invasão em massa da fronteira de Ceuta, no norte africano.
Sánchez falou durante sessão no parlamento após a divulgação de um relatório policial que aponta participação ativa de forças de fronteira marroquinas na passagem de cerca de 70 mil pessoas em julho.
O socialista rejeitou qualquer acusação contra o governo marroquino, destacando a cooperação em retornar os migrantes nos dias seguintes ao incidente. No entanto, ele convidou o embaixador marroquino para discutir 'declarações inaceitáveis' feitas por dois ministros sobre Ceuta e Melilla.
A invasão resultou em pelo menos 141 mortes e levou a uma crise política e humanitária na Espanha, além de tensões na União Europeia sobre imigração.
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