A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou na última 3ª feira (7.jul.2026) uma política permanente de ordenamento urbano na orla das praias do Leme, de Copacabana, de Ipanema e do Leblon. A iniciativa terá início na próxima 5ª feira (16.jul) e contará com ações diárias para recuperar espaços públicos, combater atividades sem autorização, proteger trabalhadores regularizados e impedir a reocupação das áreas fiscalizadas. “Vender produto de origem ilegal ou alugar equipamento de origem criminosa é crime.

O recado é para que, a partir do início dessa operação, essas pessoas não ocupem esses espaços ilegalmente, porque a tolerância vai ser zero. Quando você não tem legalização, você não pode desempenhar nenhuma atividade econômica no espaço público” , declarou o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD). O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, afirmou que, além da permanência territorial, haverá ações de inteligência com a Polícia Civil e a Polícia Militar.

“Somando Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, já identificamos mais de mil pontos de venda explorados ilegalmente. Teremos fiscalizações diárias com patrulhamento ostensivo, apreensões de mercadorias irregulares e combate aos depósitos clandestinos” , disse. Ações O programa terá 69 pontos estratégicos de fiscalização e contará com 160 agentes por turno, em jornadas de 12 horas, totalizando 320 agentes mobilizados diariamente.

Drones e câmeras do Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio reforçarão o monitoramento das equipes em campo. O secretário estadual de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, participou do lançamento e defendeu a importância do programa no combate ao crime organizado. “Esse programa vem em boa hora, porque nós não podemos admitir que o crime organizado explore pessoas para que exerçam atividades comerciais de forma ilegal” , afirmou o secretário.

Investigação A Prefeitura já identificou 22 depósitos irregulares suspeitos de ligação com a estrutura de armazenamento, abastecimento e arrecadação do comércio não autorizado. A exploração do espaço público envolve cobrança ilegal por pontos de venda, exploração financeira de ambulantes, venda e aluguel clandestino de barracas, depósitos e equipamentos, comercialização de mercadorias sem origem comprovada e logística própria de abastecimento. Segundo a Prefeitura, a estrutura irregular reúne cerca de 1.000 ambulantes e movimenta aproximadamente R$ 100 milhões por ano com a locação clandestina de pontos, depósitos e equipamentos.

O enfrentamento visa desarticular as organizações que sustentam a exploração ilegal e interromper fontes de financiamento e cadeias logísticas associadas ao crime organizado. Ambulantes O Programa Tolerância Zero também prioriza proteger os comerciantes regularizados, que poderão continuar trabalhando conforme as regras municipais. Antes do início das ações, a Secretaria de Ordem Pública expedirá o Termo de Orientação aos ambulantes e demais responsáveis por atividades econômicas na área, com informações sobre as normas municipais e restrições de uso do espaço público.

A Prefeitura destinará espaços adequados para as atividades legalizadas, como a Feira Noturna e a Feirarte de Copacabana, além de dois imóveis para a implantação de depósitos regularizados na região.