O regulador português de medicamentos defendeu a intensificação da fiscalização no setor de cânhamo medicinal, justificando que as exportações agora são liberadas em até 12 dias. Vasco Bettencourt, diretor do Departamento de Licenciamento do Infarmed, explicou que as ações recentes visam melhorar a traceabilidade e a gestão de resíduos, além de verificar a qualificação dos clientes e fornecedores.
Consequências das operações policiais
No ano passado, uma operação policial intitulada 'Erva Daninha' levou à prisão de 24 pessoas acusadas de crimes relacionados ao cânhamo medicinal. Segundo denúncias, um grupo criminoso falsificou certificados de importação para declarar cânhamo destinado a países africanos, mas que era reenviado para mercados europeus.
A investigação revelou que um certificado atribuído a uma autoridade guineense tinha uma data de vencimento inválida e ainda foi aprovado. Além disso, cerca de 5,533 kg de cânhamo foram declarados para exportação para o Congo entre 2024 e 2025, sem correspondente importação registrada, e uma remessa de 357 kg para o Quênia em 2025 foi registrada contra uma estimativa de importação nacional aprovada de 300 gramas.
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