As autoridades de segurança dos Estados Unidos intensificaram a vigilância no espelho d'água do Memorial Lincoln, em Washington, D.C., após a recente reforma do local, que custou US$ 14,7 milhões. A reforma, solicitada pelo presidente Donald Trump, teve como resultado um tom verde na água devido à presença de algas, o que levou Trump a sugerir que vândalos estariam sabotando a obra.

Para aumentar a segurança, soldados da Guarda Nacional estão patrulhando a área em grupos de três ou quatro. Torres de iluminação movidas a energia solar foram instaladas para iluminar o local à noite, e foram colocados postos de segurança móveis, equipados com câmeras de vigilância, ao redor do perímetro.

Acusações de vandalismo e falta de provas

Embora Trump tenha atribuído os problemas ao vandalismo, não há evidências que sustentem suas alegações. Um funcionário do Serviço Nacional de Parques relatou, em depoimento juramentado, que em 9 de junho a Polícia dos Parques dos EUA identificou danos que pareciam intencionais no espelho d'água.

A presença reforçada de segurança gerou desconforto entre alguns visitantes. A turista Mary Jane Willard, de Seattle, expressou sua insatisfação ao ver cercas e câmeras no local, afirmando que isso não deveria ser necessário.

Investigação em andamento

O Departamento do Interior informou que seis pessoas foram presas por suposto vandalismo e outras sete receberam intimações federais, mas não forneceu detalhes sobre os indiciados. A procuradora federal Jeanine Pirro, aliada de Trump, afirmou que os acusados enfrentarão o sistema de justiça criminal.

Um dos detidos, o ex-atleta olímpico David Hearn, negou as acusações de vandalismo, afirmando que apenas pegou um pedaço do revestimento que estava solto. Seu advogado criticou a utilização do sistema de justiça para desviar a atenção de questões de gestão do projeto.

Apesar do aumento na segurança, o clima no local era tranquilo, com turistas aproveitando um dia ensolarado em Washington.