A chanceler britânica, Rachel Reeves, instou um governo liderado por Andy Burnham a seguir sua abordagem econômica, afirmando que suas ações estão começando a gerar resultados. Reeves, que apoia Burnham como o próximo primeiro-ministro, defendeu sua gestão da economia do Reino Unido em meio a relatos de que ele poderia rebaixá-la a um cargo de gabinete júnior se se tornar líder do Partido Trabalhista.
Durante uma conferência da British Chambers of Commerce (BCC), Reeves destacou sua colaboração com Burnham, que foi prefeito de Manchester, em questões de 'devolução fiscal', buscando transferir mais poderes para as regiões inglesas. Ela expressou orgulho em sua trajetória até agora, embora reconheça que ainda há trabalho a ser feito.
Burnham se posiciona como o sucessor mais provável do primeiro-ministro Sir Keir Starmer, que anunciou sua renúncia na última segunda-feira, após perder o apoio de membros do Parlamento do Partido Trabalhista. Caso não surjam outros concorrentes, Burnham poderá assumir o cargo a partir de 17 de julho.
A chanceler também respondeu a críticas de que suas regras fiscais deveriam ser flexibilizadas para permitir mais gastos com defesa e outras prioridades. Reeves reafirmou que Burnham apoia suas regras fiscais, que visam garantir que os gastos diários sejam financiados por receitas tributárias até o final do Parlamento, permitindo apenas empréstimos para investimentos de capital.
Reeves reconheceu que o governo anterior perdeu o controle das finanças públicas, causando uma inflação elevada e taxas de juros em alta. Ela enfatizou a importância da disciplina fiscal e a necessidade de conectar melhor o Partido Trabalhista com a população.
Enquanto isso, líderes de outros partidos, como o Conservador Mel Stride e o Liberal Democrat Sir Ed Davey, expressaram preocupações sobre a economia e a necessidade de um plano claro para o futuro.
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