O promotor Yuri Fisberg, do Gaeco, e a pesquisadora Camila Dias discutiram os desafios na criação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas, durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Desafios na definição de faccionados

Fisberg argumenta que a lei 'Raul Jungmann', que determina a criação do banco, é anacrônica, pois as facções criminosas mudaram desde 2006. Ele questiona como definir quem é e quem não é integrante dessas organizações, além de como tratar empresas e fintechs relacionadas a elas.

Potenciais impactos na população

A discussão levanta preocupações sobre a possibilidade de criminalizar a população pobre e da periferia, já que a maioria das prisões no Brasil ainda é por flagrante e não por investigação.