A polícia canadense está em alerta após um tiroteio em Montreal que deixou três mortos, incluindo um policial, e um manifesto do atirador que foi divulgado por um veículo de comunicação de extrema direita. O documento, de 104 páginas, contém queixas típicas do movimento de "celibatários involuntários" (incel), além de teorias de conspiração racistas e misóginas.

O incidente ocorreu no bairro Côte-des-Neiges, onde um homem vestido com roupas militares e armado com um rifle foi avistado. O tiroteio resultou em cerca de 30 disparos, culminando na morte do agente Mohamed Lamine Benredouane, de 34 anos, que estava na corporação desde 2021, e do próprio atirador. Testemunhas afirmam que um civil, identificado como Michel Mizrahi, foi fatalmente atingido por um disparo acidental de um policial.

O ministro da Segurança Pública de Quebec, Ian Lafrenière, informou que o Escritório de Investigação Independente (BEI) está apurando as circunstâncias das mortes. Após o tiroteio, a polícia federal do Canadá emitiu um alerta para as forças policiais em todo o país, destacando que o manifesto do atirador “alegadamente incitava cidadãos a atirar em policiais”.

O manifesto, que não menciona especificamente a polícia como alvo, critica o feminismo, o liberalismo e o capitalismo, e menciona possíveis alvos como grandes bancos de investimento e empresas de saúde privada. A mensagem termina com um chamado à violência: “Seja firme, avance e mate todos!”

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, expressou seu horror diante do ataque, enquanto a primeira-ministra de Quebec, Christine Fréchette, manifestou seu profundo choque e tristeza, solicitando que a bandeira da província fosse hasteada a meio mastro.