Apesar de serem diagnosticados com transtornos mentais severos, adultos nessas condições têm uma expectativa de vida significativamente menor, morrendo cerca de 15 a 20 anos antes da média da população geral.
Segundo dados do NHS analisados pela Rethink Mental Illness, indivíduos com transtornos mentais severos são 6,3 vezes mais propensos a morrer de doenças hepáticas, 6 vezes mais propensos a morrer de doenças respiratórias, 3,8 vezes mais propensos a morrer de doenças cardíacas e 2,3 vezes mais propensos a morrer de câncer. Além disso, são 14,6 vezes mais propensos a suicidar-se.
Em termos de mortalidade, a maioria das mortes entre 18 e 74 anos de idade em pessoas com transtornos mentais severos em Inglaterra ocorreu devido a doenças cardiovasculares e câncer, cada uma representando cerca de 19% dos casos, seguidas por doenças respiratórias (11%) e doenças hepáticas (8%).
Os fatores que contribuem para essa disparidade incluem pobreza, moradia ruim, taxas mais altas de tabagismo, ganho de peso devido ao uso de medicamentos, inatividade física e cuidados fragmentados. A 'ocultação diagnóstica', onde os sintomas físicos são atribuídos incorretamente a problemas mentais, também é apontada como um fator importante.
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