A Europa enfrenta uma onda de calor severa, que quebrou recordes de temperatura na Alemanha, Bélgica e Países Baixos nesta sexta-feira, enquanto o número de mortes associadas ao fenômeno aumentava em países como Espanha e França. Autoridades locais cancelaram concertos e outros eventos públicos devido aos riscos à saúde.

Na Alemanha, a temperatura mais alta já registrada foi de 41,3°C na cidade de Saarbrücken, situada na região sudoeste do país, próxima à fronteira com a França. O calor extremo na França também se mantém, embora tenha atingido seu pico, conforme afirmou a Ministra da Saúde, Stéphanie Rist, que expressou preocupação com o aumento de mortes em residências.

A Organização Meteorológica Mundial, através da porta-voz Clare Nullis, alertou para os “grandes impactos” que a onda de calor pode ter na saúde, ecossistemas, agricultura e no trabalho, afirmando que “infelizmente, precisamos nos acostumar com isso”.

As temperaturas estão elevadas em toda a Europa, com pelo menos 150 milhões de pessoas enfrentando temperaturas acima de 35°C. Na Bélgica, foi registrada uma temperatura não oficial de 40°C em Kleine Brogel, enquanto nos Países Baixos, a província de Limburg marcou 39,4°C. No Reino Unido, um recorde provisório de 37,1°C foi registrado em Cavendish, Suffolk.

Como consequência do calor extremo, serviços de transporte, como o Eurostar entre Colônia e Paris, enfrentaram problemas técnicos. Além disso, grandes eventos em Paris, como a Parada do Orgulho e o festival Solidays, foram cancelados devido à saturação do sistema hospitalar, que precisa se concentrar no atendimento aos mais vulneráveis.

A onda de calor também provocou tragédias, como a morte de uma criança de 18 meses em Marseille, encontrada em um carro em estado de hipertermia, e um aumento no número de afogamentos na França, que já chega a 55 desde o início da onda de calor.