A onda de calor que atinge a Europa quebrou recordes de temperatura na Alemanha, Bélgica e Países Baixos, enquanto o número de vítimas fatais aumentou na Espanha e na França. Autoridades cancelaram concertos e festivais em resposta aos riscos à saúde pública.

Na Alemanha, a cidade de Saarbrücken registrou uma temperatura provisória de 41,3°C, a mais alta já registrada no país. Na França, onde a onda de calor foi considerada um pico, a Ministra da Saúde, Stéphanie Rist, expressou preocupação com o aumento de mortes em casa.

A Organização Meteorológica Mundial alertou para os “grandes impactos” que a onda de calor pode ter na saúde, ecossistemas, agricultura e trabalho, enfatizando que é necessário se adaptar a essas novas condições climáticas.

Eventos cancelados e preocupações com a saúde

Na França, dois grandes eventos em Paris foram cancelados devido à saturação do sistema hospitalar. A Marcha do Orgulho, marcada para este sábado, será reagendada para setembro. O festival Solidays também foi cancelado, embora uma reunião de atletismo na cidade de Charléty tenha sido mantida com um formato adaptado.

Na Holanda, o festival de música Defqon.1 foi interrompido após a emissão de um alerta de calor extremo, gerando descontentamento entre os participantes. Na Alemanha, o meia maratona de Hamburgo também foi cancelado.

Impactos adicionais e aumento de fatalidades

A situação se agrava com um aumento no número de mortes relacionadas ao calor. Na França, 55 mortes por afogamento foram registradas desde o início da onda de calor, enquanto a Espanha reportou 327 fatalidades associadas ao calor nos últimos dias. Um incêndio florestal próximo a Barcelona resultou na evacuação de 16 mil pessoas.

Pesquisadores na Suíça alertaram que as geleiras estão derretendo rapidamente, com reservas de inverno quase esgotadas. O fenômeno é considerado um dos piores já registrados, com implicações significativas para o meio ambiente e o clima na Europa.