Trump tenta aparecer em foto da vitória da Espanha Rodri, como qualquer pessoa que já jogou futebol, havia sonhado com esse momento. O capitão da Espanha segurava a taça da Copa do Mundo nas mãos, cercado por companheiros de equipe em festa. Mas, antes de poder erguer o troféu, precisou encontrar uma maneira educada de tirar do palco o presidente Donald Trump.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ele não conseguiu totalmente. No fim, foi preciso que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, corresse para a frente dos jogadores na tentativa de fazer o americano sair. Ainda assim, o presidente permaneceu ao lado do meio-campista do Barcelona Pedri, desfrutando da adulação que lhe havia sido negada momentos antes, quando entrou em campo sob vaias.
Trump já havia feito movimento similar na entrega do troféu da Copa do Mundo de Clubes, no ano passado. Embora a final deste domingo (19), na qual a Espanha venceu a Argentina por 1 a 0, tenha sido a primeira partida do torneio à qual Trump compareceu, ele afirmou que a Copa em território americano foi "o evento esportivo de maior sucesso talvez da história do mundo". O presidente foi uma presença constante no torneio, mesmo quando estava ausente.
"Trump lançou uma sombra sobre todo o torneio, usando-o como instrumento para fins políticos domésticos, independentemente de ter comparecido pessoalmente aos jogos ou não", disse à DW Jules Boykoff, professor do Departamento de Política e Governo da Pacific University, no estado americano do Oregon. A intervenção de Trump O presidente dos EUA, Donald Trump, parado ao lado da comemoração da Espanha REUTERS/Mike Segar As intervenções de Trump impediram a entrada nos Estados Unidos de um árbitro da Somália, forçaram o Irã a treinar no México e viajar para partidas em Los Angeles e Seattle, e barraram torcedores de todo o mundo de assistirem aos jogos. Além disso, segundo Boykoff, a ligação telefônica de Trump para a FIFA durante a fase eliminatória "certamente entrará para a história como uma das intervenções políticas mais notórias da história das Copas do Mundo".
Embora Trump tenha feito lobby com sucesso para reverter a suspensão por cartão vermelho do atacante americano Folarin Balogun, a estratégia teve efeito contrário em campo: os Estados Unidos perderam por 4 a 1 para uma Bélgica motivada nas oitavas de final. "Eu sabia que isso causaria muita controvérsia", disse Balogun. "Quase conseguia perceber um pouco de nervosismo entre meus companheiros porque era algo tão único." Para Boykoff, as implicações esportivas provavelmente não estavam entre as principais preocupações de Trump.
"Intervir na questão do cartão vermelho permitiu que ele transmitisse à sua base política a mensagem de que pode fazer com que organismos internacionais como a FIFA se curvem à sua vontade", disse Boykoff, que representou os Estados Unidos nas categorias de base. "A maioria das ações de Trump durante a Copa do Mundo deve ser interpretada como uma tentativa de influenciar o público político doméstico antes de uma importante eleição de meio de mandato, e não como um esforço para convencer o público internacional de que ele é um cara incrível." Trump insistiu que o torneio melhorou a reputação internacional dos Estados Unidos.
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