Há momentos em que o horizonte político se torna sombrio, e os resultados eleitorais, embora devam ser respeitados como expressão da vontade popular, parecem anunciar tempos procelosos para a democracia e para as liberdades.
Jornalistas devem ser vigilantes
A democracia impõe limites ao poder, respeito às minorias e instituições capazes de resistir às tentações autoritárias. Em tal contexto, o papel do jornalista cresce ainda mais de importância, na medida em que sua voz em defesa da Constituição terá significativa projeção no âmbito social.
Ruy Barbosa, em A imprensa e o dever da verdade, proclamou que ‘a imprensa é a vista da Nação’. Sem ela, a sociedade viveria no escuro! Essa imagem traduz uma elevada responsabilidade cívica: permitir que a sociedade reconheça os perigos que a ameaçam, perceba os abusos do poder e compreenda o valor das liberdades.
É também nessa perspectiva que vejo a missão do jornalista: a de velar pela Constituição, esclarecendo consciências e denunciando, com independência, rigor e coragem, as iniciativas que possam comprometer a integridade da ordem democrática.
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