Nova York se tornou o primeiro estado dos Estados Unidos a implementar uma moratória de um ano na construção de grandes data centers. A decisão, anunciada nesta terça-feira (14.jul.2026), foi motivada por preocupações relacionadas ao aumento das tarifas de energia, ao consumo excessivo de água e aos impactos nas comunidades locais.
A moratória impede a aprovação de novas licenças ambientais para projetos que tenham potência igual ou superior a 50 megawatts, conforme informações do gabinete da governadora Kathy Hochul.
Análise e novas regulamentações
Durante o período de suspensão, o governo estadual se dedicará à análise dos impactos ambientais gerados pelo setor e à formulação de novas regras para a instalação de data centers em Nova York. O Departamento de Conservação Ambiental do estado não emitirá licenças discricionárias que ainda não tenham sido consideradas completas, segundo a agência de notícias Reuters.
Debate nacional sobre infraestrutura e inteligência artificial
A decisão posiciona Nova York na linha de frente de um debate nacional crescente sobre a regulação da infraestrutura necessária para suportar a expansão da inteligência artificial. O anúncio ocorre em um momento em que a demanda por data centers nos Estados Unidos está em rápida ascensão, impulsionada pelo crescimento da IA. Essas instalações são responsáveis por abrigar milhares de computadores utilizados para armazenar dados e processar informações.
Atualmente, Nova York possui mais de 130 data centers, conforme dados do Data Center Map. Embora esse número seja significativo, ele é inferior ao da Virgínia, que conta com mais de 600 unidades, e ao do Texas, que possui cerca de 500 data centers.
Em comparação, o Brasil lidera a América Latina com 205 data centers em operação, representando 42,1% das instalações na região. Esse volume é aproximadamente três vezes maior que o do Chile, que ocupa a segunda posição com 66 unidades, enquanto o México totaliza 65 data centers.
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