Um estudo controlado com mais de 2.300 pessoas em locais de natação em rios e lagos na Hungria associou a imersão em águas naturais a um aumento do risco de doenças gastrointestinais e problemas na pele.

Risco de doenças no estômago

O risco de sintomas gastrointestinais, como diarréia, vômito ou náusea com febre, foi de 2,1% entre os nadadores, contra 1,9% entre quem permaneceu na margem. A associação foi significativa apenas em situações de concentração elevada de bactérias E coli e vírus que indicam contaminação fecal.

Problemas na pele e outras complicações

2,7% dos nadadores relataram rachaduras, erupções ou coceira, mais do que o dobro da taxa de quem não entrou na água. Os sintomas não estavam ligados aos indicadores de poluição fecal, sugerindo a presença de outros agentes, como parasitas aviários ou algas. Casos de infecções respiratórias, auriculares e oculares também foram mais comuns, mas os números não permitiram conclusões sólidas.

O pesquisador Paul Hunter, da Universidade de East Anglia, afirmou que os resultados são aplicáveis ao Reino Unido e que um estudo alemão de 2006 apresentou resultados semelhantes. Todos os locais atendiam aos padrões de água para banho da UE em vigor.