Em um esforço para expandir as fronteiras da exploração espacial, a NASA divulgou planos ambiciosos para a criação de uma base lunar até 2032, utilizando energia solar e nuclear. O programa, que conta com um investimento de US$ 20 bilhões, foi anunciado em março deste ano e inclui a utilização de reatores de fissão para geração de energia.

A agência espacial americana pretende enviar uma série de veículos robóticos, incluindo landers e drones, ao solo lunar para avaliar o terreno antes de enviar astronautas. Entre as empresas parceiras estão a Intuitive Machines, Astrobotic, Blue Origin e SpaceX, de Elon Musk. O objetivo é que os astronautas retornem à Lua até 2029, marcando 60 anos após a primeira missão bem-sucedida.

A NASA visa realizar cerca de 25 lançamentos e transportar aproximadamente 4 toneladas de carga para a Lua até 2029. A base lunar permitirá a realização de experimentos científicos, a exploração de recursos valiosos e a avaliação da viabilidade de uma missão a Marte. O polo sul lunar foi identificado como um local promissor devido à presença de água congelada, que pode ser utilizada para potabilidade e produção de oxigênio.

No entanto, especialistas expressam ceticismo quanto ao cronograma da NASA. Simeon Barber, cientista lunar da Open University no Reino Unido, afirmou que é possível que a China consiga realizar a missão antes dos EUA, especialmente considerando os atrasos da NASA na obtenção de uma espaçonave adequada. A competição entre as duas potências espaciais se acirra, com a China buscando realizar uma missão tripulada à Lua até 2030.

A China já lançou diversas missões ao espaço e, em junho de 2024, se tornou o primeiro país a recuperar amostras lunares da face oculta da Lua. O país também está desenvolvendo experimentos inovadores, como o estudo de embriões artificiais humanos em ambiente espacial, um avanço que pode contribuir para a compreensão da biologia humana em longas estadias no espaço.