A liderança feminina no cooperativismo goiano alcançou patamares inéditos, com um crescimento de 274% em uma década. Em 2016, apenas 205 mulheres ocupavam cargos de gestão, enquanto em 2026 esse número saltou para 768. Entre 2022 e 2026, a presidência de cooperativas por mulheres subiu de 25 para 60, alta de 140%, conforme dados do Sistema OCB/GO.

Desafios e resistências

O avanço da liderança feminina no cooperativismo goiano não se construiu sem resistência. Histórias marcadas por obstáculos de gênero, dificuldades de gestão e acesso limitado a crédito são comuns. No entanto, a criação de redes de apoio mútuo tem sido fundamental para garantir a sobrevivência das cooperativas e a subsistência de famílias inteiras.

Atualmente, 145 mulheres ocupam vice-presidências e 73% dos dirigentes são mulheres no ramo de trabalho, produção de bens e serviços.

O presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, destaca que fortalecer a presença feminina no cooperativismo vai além da inserção no mercado de trabalho. É garantir autonomia, inclusão e voz nas decisões. O Comitê de Mulheres ‘Elas pelo Coop’ e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) têm atuado para preparar mais mulheres para posições de liderança e conselho.