A 20ª Promotoria de Justiça de Goiânia recomendou que a Secretaria de Estado da Administração (Sead) suspenda a licitação para contratar um consórcio responsável pela estruturação, constituição e implantação inicial do Fundo de Investimento Imobiliário (FII) de Goiás. A contratação tem valor estimado de R$ 77,7 milhões. A recomendação foi assinada nesta semana pela promotora Carmem Lúcia Santana de Freitas, que também instaurou um procedimento preparatório para apurar possíveis irregularidades na Concorrência nº 345/2026.
O documento pede a interrupção do certame até que sejam esclarecidos pontos relacionados à destinação dos imóveis, à viabilidade econômica da operação e aos riscos para o patrimônio público. A orientação à Sead e ao agente de contratação responsável, Acaio Francisco Valente, é que “SUSPENDAM, com a máxima urgência e antes da retomada da sessão pública, os atos do procedimento licitatório, inclusive habilitação, adjudicação, homologação e celebração de contrato”. O projeto considera uma relação inicial de 17 imóveis públicos avaliados em R$ 834 milhões pelo Instituto Brasileiro de Administração Pública (IBAP).
Entre os bens mencionados nos estudos estão imóveis vinculados à Secretaria de Segurança Pública, à Polícia Civil, ao Regimento de Cavalaria da Polícia Militar e ao Batalhão do Giro. O MPGO ressalta, porém, que o próprio estudo técnico classifica essa relação como exemplificativa. Segundo os estudos divulgados pela CNN Brasil, os empreendimentos previstos para essas áreas têm potencial para alcançar até R$ 12,3 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), correspondente à soma estimada das vendas.
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