A onda de calor que atinge a Europa resultou em um aumento significativo de mortes por afogamento na França, com 40 fatalidades registradas desde quinta-feira, conforme afirmou o primeiro-ministro Sébastien Lecornu. As temperaturas estão em níveis recordes em várias cidades do país, atingindo uma média de 29,8°C na terça-feira, o dia mais quente de junho já registrado.

A ministra de Esportes e Juventude, Marina Ferrari, alertou sobre os perigos de nadar em locais não supervisionados durante a onda de calor: "Não é algo a ser levado na brincadeira". Entre as vítimas, destaca-se uma menina de 13 anos que se afogou no rio Sena em Fontaine-La Port, onde estava com sua família, embora não soubesse nadar. Além disso, um jovem jogador de futebol está em estado crítico após ser resgatado do rio Rhône, onde quatro homens enfrentaram dificuldades em uma área onde a natação é proibida.

Onda de calor se espalha pela Europa

A situação não é exclusiva da França. Na Espanha, temperaturas devem ultrapassar os 40°C em várias regiões, especialmente na Andaluzia e no País Basco. O serviço meteorológico Aemet alertou que as ondas de calor estão se tornando mais frequentes, com 10 ocorrências registradas entre 2000 e 2025, em comparação com apenas duas nas duas décadas anteriores.

Já na Itália, um alerta vermelho foi emitido em 15 cidades, incluindo Roma e Milão, onde as condições climáticas podem representar riscos à saúde. Em resposta à onda de calor, o governo italiano reativou proteções trabalhistas de emergência para proteger trabalhadores expostos ao sol.

Medidas de segurança e alerta

Em meio a essa crise, Météo France anunciou a ampliação do alerta vermelho para 58 dos 96 departamentos metropolitanos do país. A presidente da região Île-de-France, Valérie Pécresse, pediu que as pessoas trabalhem em casa e evitem viajar, alertando sobre a possibilidade de interrupções no transporte público devido ao calor extremo.

A Torre Eiffel decidiu fechar mais cedo devido às altas temperaturas, encerrando as visitas às 16h, enquanto o Museu do Louvre também antecipou seu horário de fechamento, citando a fragilidade de sua estrutura diante do calor. A onda de calor está afetando também a operação de usinas nucleares, incluindo o fechamento de uma instalação na França devido ao aumento da temperatura da água nos rios.