O número de mortes causadas pelas enchentes que atingiram a fronteira entre Nepal e Tibet ultrapassou 1.000, segundo a agência nacional de desastres do país.

Mais de 3.900 desaparecidos

Foram registrados mais de 3.900 desaparecidos, dos quais mais de 600 são engenheiros supostamente presos em uma rede extensa de túneis de terra nas usinas hidrelétricas ao longo do rio Trishuli.

Equipes estão bombando ar nos túneis, mas apenas um grupo conseguiu entrar em um deles, retirando-se depois de não encontrar ninguém. A família de Aurus Bhandari, engenheiro desaparecido, disse que deseja que ele volte: "Eu só quero que ele venha para casa".

Operação internacional e dificuldades técnicas

A operação de resgate é liderada por tropas nacionais e chinesas, com apoio de especialistas indianos, coreanos e australianos. O engenheiro australiano Arnold Dix descreveu o local como "um cenário lunar", com rochas maiores que casas. Ele afirmou que a identificação dos túneis foi difícil e que a operação exige escavação e explosões.

O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, afirmou que 279 pessoas foram resgatadas. Ele destacou que o evento mostra o aumento dos riscos no Himalaia devido ao clima, e chamou a atenção para a necessidade de reforçar a discussão sobre os impactos do mudanço climático com a comunidade internacional.