A região administrativa de Campinas (SP) tem enfrentado um aumento preocupante nos casos de tiroteios, gerando uma sensação de insegurança entre os moradores. Em 2026, foram registradas pelo menos 11 ocorrências envolvendo disparos de arma de fogo, de acordo com levantamento da EPTV, afiliada da TV Globo.
Casos recentes e impacto na comunidade
Os incidentes mais recentes ocorreram nesta segunda-feira (12). Em Mogi Mirim, um comerciante de 26 anos foi morto durante uma tentativa de assalto ao entregar um celular vendido pela internet. Em Campinas, no distrito de Sousas, dois homens perderam a vida em uma troca de tiros após uma perseguição relacionada a uma caminhonete roubada.
Os relatos de moradores refletem o impacto emocional desses eventos. Wanir Salvador da Silva, aposentado e residente do bairro Taquaral há 73 anos, descreveu a experiência de ouvir disparos durante uma tentativa de roubo a um bar em maio. "Isso aí é uma coisa que deixa a gente muito preocupado. Até para dar uma volta, que a gente dava à noite, a gente não vai mais", afirmou.
Outro morador, o pedreiro Jordão dos Santos, expressou sua preocupação com a segurança da população. "O ideal não é nem acontecer, entendeu? Mas infelizmente nós estamos propícios a certas coisas que podem acontecer", disse.
Resposta das autoridades e dados de criminalidade
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) destacou que, apesar dos casos de tiroteios, os índices de criminalidade patrimonial na região de Campinas apresentaram queda. A pasta atribui essa redução ao reforço do policiamento ostensivo e à intensificação das investigações. Nos cinco primeiros meses de 2026, a região do Deinter 2, que inclui cidades como Campinas e Mogi Guaçu, registrou uma redução de 16,49% nos roubos e de 5,35% nos furtos em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, a SSP informou que todos os casos de tiroteios são rigorosamente investigados pela Polícia Civil, com o intuito de identificar os responsáveis e recuperar os bens subtraídos. As forças de segurança também monitoram continuamente os indicadores criminais para ajustar o planejamento operacional conforme a dinâmica de cada região.
O advogado criminalista Pedro Costa ressaltou que o uso de armas de fogo pela polícia deve ser uma medida de último recurso, enfatizando a importância da preservação da segurança da população. Ele recomendou que, em situações de assalto, a melhor abordagem é não reagir e acionar as autoridades competentes.
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