Um incêndio devastador no bar Rong Beer Na Lat Phrao, em Bangkok, deixou ao menos 28 mortos e várias pessoas feridas no último domingo. O incidente ocorreu durante uma apresentação da banda tailandesa Thotsakan, que se apresentava em um local lotado no vibrante distrito de Chatuchak.
Momentos de desespero e fuga
O gerente da banda, Ice Athipat Wijarn, estava sentado fora do palco quando avistou fumaça saindo da área do tecladista. O tecladista Kwang alertou o público para evacuar, mas em questão de segundos, as chamas consumiram o local. Ice relatou que, enquanto tentava escapar, se viu lutando para abrir a porta em meio à fumaça densa. Ele descreveu a cena caótica, com as pessoas correndo e se espremendo umas contra as outras.
“A visão do corpo da minha namorada sendo carregado, a imagem do meu amigo queimado e tudo o que aconteceu ainda está gravado na minha mente”, disse Ice em uma entrevista ao programa de televisão tailandês Hone-Krasae. Além de Kwang, a vocalista Breeze e o baterista Bew também faleceram devido aos ferimentos. Um quarto membro da banda, Din, foi declarado desaparecido inicialmente, mas foi encontrado na noite de segunda-feira, embora seu estado de saúde seja incerto.
Causas e consequências do incêndio
O governador de Bangkok, Chatchart Sittipunt, afirmou que as decorações inflamáveis no teto do bar podem ter contribuído para a rápida propagação das chamas. Além disso, relatos indicam que várias pessoas foram encontradas inconscientes próximas à saída de emergência, sugerindo possíveis obstruções. Chatchart enfatizou a necessidade de uma investigação detalhada para esclarecer esses aspectos.
O incêndio deixou ao menos 71 pessoas feridas, das quais 25 permanecem em estado crítico, segundo autoridades locais. Testemunhas relataram tentativas frustradas de entrar no bar para ajudar amigos presos dentro. “Eu ouvi gritos. Queria ajudar meu irmão, mas não consegui entrar”, contou Kaewudon Pongpanee.
Moradores da área expressaram espanto diante da magnitude do incêndio. Titi Liewcha, que reside em frente ao bar, observou os bombeiros lutando contra as chamas e ambulâncias chegando ao local. “Fiquei paralisado por um momento, sem saber o que fazer”, afirmou. Outro morador, Sirinya, mencionou que temia que o incêndio se espalhasse para as residências próximas.
A tragédia reacendeu discussões sobre a necessidade de melhorar os padrões de segurança contra incêndios e a formação adequada para funcionários, especialmente em estabelecimentos noturnos. Um motorista que trabalha nas proximidades sugeriu que os proprietários realizem simulados regulares de evacuação para familiarizar os funcionários com os procedimentos de emergência.
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