O Ministério Público do Estado de Goiás ajuizou uma ação por improbidade administrativa contra o pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, e a ex-primeira-dama Gracinha Caiado, além do secretário-chefe da Casa Militar, coronel Marco Aurélio Godinho. A denúncia aponta que a utilização de 51 policiais militares para a segurança do ex-governador e de sua família configura enriquecimento ilícito e danos ao erário.

De acordo com informações veiculadas pelos veículos G24H e Folha de S. Paulo, os custos mensais da estrutura de segurança destinada a Caiado e seus familiares chegam a R$ 800 mil, valor que não inclui gratificações, diárias e outros benefícios pagos pelo Estado, sendo esses gastos cobertos pelos cofres públicos de Goiás.

Pedido de ressarcimento e suspensão dos policiais

A promotora Leila Maria de Oliveira solicitou à Justiça que suspenda de forma imediata a portaria assinada pelo coronel Godinho, além do ressarcimento dos valores gastos aos cofres públicos. A ação também pede a suspensão dos policiais que excedem a quantidade permitida por lei e a condenação de Caiado, Gracinha e do coronel Godinho por improbidade administrativa.

O Ministério Público destaca que a legislação estadual permite a designação de apenas quatro policiais militares para a segurança de ex-governadores, não estendendo esse benefício a familiares.

Contexto eleitoral

A ação é especialmente relevante, pois ocorre em um período de pré-campanha eleitoral de Ronaldo Caiado para a Presidência e de Gracinha Caiado para o Senado. O Ministério Público também determinou um valor inicial para a causa, fixado em R$ 1.290.856,55, correspondente aos gastos alegados.

Com as eleições de 2026 se aproximando, a situação levanta questões sobre o uso de recursos públicos em campanhas políticas, um tema que será observado de perto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).