A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou, na 3ª feira (30.jun.2026), a presidência do PL Mulher e abriu mão de uma remuneração bruta de R$ 46.366,19 mensais pagos pelo partido. O valor líquido correspondia a R$ 33.848,30. A saída foi comunicada oficialmente depois de encontro reservado entre Michelle e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto , na sede do partido, em Brasília.
Em nota sobre a saída, ela afirmou que irá se dedicar à família e ao seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar humanitária. Pesou contra a ex-primeira-dama a exposição do atrito com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o filho de seu marido e pré-candidato à presidência pelo partido . Ela estava no cargo desde 2023.
Michelle era pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Ainda não se sabe se ela irá manter a pré-candidatura. ENTENDA O CASO Em 24 de junho, Michelle publicou vídeos em que disse ter sido “humilhada” pelo enteado.
Segundo ela, Flávio a “desrespeitou e maltratou ao telefone” . A ex-primeira-dama também parou de seguir Flávio e Eduardo Bolsonaro nas redes sociais. A crise familiar foi parcialmente atenuada com um pedido de desculpas de Flávio à Michelle e com a tentativa do presidente do partido de acalmar os ânimos.
No dia seguinte à declaração, a ex-primeira-dama voltou a falar de “união” e negou qualquer desentendimento. O filho mais velho de Bolsonaro tem resistência entre o eleitorado feminino e a participação de Michelle na campanha é crucial para tentar atrair esse grupo. A ex-primeira-dama, porém, não declarava apoio público ao eneteado.
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