No dia 24 de outubro, Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, divulgou um vídeo em suas redes sociais que expõe as tensões familiares dentro do clã Bolsonaro. No material, que tem quase 27 minutos e está dividido em duas partes, ela afirma ter sido desrespeitada e humilhada pelo filho Flávio Bolsonaro, conhecido como Zero Um.

Após a publicação, Flávio, que é pré-candidato à Presidência, pediu desculpas publicamente, encerrando, ao menos em aparência, o desentendimento entre eles. O vídeo, no entanto, sinaliza uma crise crescente nas relações familiares, que se acentuou desde novembro de 2025, quando Michelle questionou a aliança do PL — partido ao qual todos os integrantes da família pertencem — com Ciro Gomes, agora no PSDB, no Ceará.

Esse episódio gerou polêmica e, alguns dias depois, o ex-presidente Jair Bolsonaro deu sua bênção para que Flávio fosse o candidato do bolsonarismo à Presidência, frustrando as expectativas de uma chapa que incluiria Tarcísio de Freitas e Michelle na vice-presidência. A situação acirrou ainda mais os ânimos entre os membros da família.

Repercussões e análises

A jornalista Natuza Nery, em um episódio do podcast O Assunto, conversou com o colunista Bernardo Mello Franco sobre as implicações políticas da crise familiar. Eles discutiram como a exposição pública das desavenças pode afetar o cenário eleitoral e a posição de Flávio dentro do bolsonarismo.

Além disso, a análise de Mello Franco sugere que a postura de Michelle pode indicar uma tentativa de consolidar sua lealdade ao legado de Jair Bolsonaro, enquanto critica Flávio. A situação também levanta questões sobre o futuro das alianças políticas dentro da família e o impacto disso nas próximas eleições.