A Meta, controlada por Mark Zuckerberg, decidiu suspender um programa que monitorava a atividade de seus funcionários nos computadores, em meio a preocupações sobre privacidade e pressão de funcionários. O rastreador, que coletava informações como teclas pressionadas, cliques do mouse e conteúdo exibido nas telas, tinha como objetivo reunir dados para o treinamento de modelos de inteligência artificial.

Mais de 1.600 empregados da Meta assinaram uma petição contra a ferramenta, conhecida como Model Capability Initiative (MCI), solicitando que a empresa não coletasse dados sobre o uso dos computadores dos colaboradores. A petição expressou que “a coleta e reutilização desse tipo de dado levantam sérias preocupações sobre privacidade, consentimento e confiança no ambiente de trabalho”.

Segundo o site Wired, o MCI permitiu que dados coletados de laptops corporativos estivessem acessíveis a qualquer pessoa dentro da empresa, citando um aviso interno de segurança que mencionava a exposição de tabelas de dados, incluindo “comandos completos e transcrições, conversas privadas, informações sobre pessoas e desempenho”. A Meta confirmou a suspensão do programa.

“Projetamos cuidadosamente este programa com salvaguardas de privacidade e, embora não tenhamos indícios de que quaisquer dados tenham sido acessados de forma inadequada por funcionários da Meta, estamos suspendendo-o enquanto investigamos”, afirmou a empresa em comunicado.

Zuckerberg, durante uma reunião interna, comentou que os modelos de IA aprendem observando pessoas altamente capacitadas, e enfatizou que as habilidades de programação dos engenheiros da Meta poderiam melhorar significativamente as capacidades dos modelos. A Meta está investindo até US$ 145 bilhões em despesas de capital este ano, com uma parte significativa direcionada para iniciativas em IA.