O mercado imobiliário de Goiânia encerrou o primeiro semestre de 2026 consolidando sua posição entre os maiores polos de comercialização do país, com um volume total de vendas que atingiu R$ 4,1 bilhões. Mesmo em um cenário de juros elevados e de retração na taxa de juros, a capital goiana manteve o desempenho no patamar recorde registrado em 2025, impulsionada por uma demanda aquecida e pela forte valorização do metro quadrado.

No entanto, lideranças do setor alertam que a burocracia e a lentidão na aprovação de projetos estão represando investimentos e travando o avanço de programas de habitação de interesse social como o 'Minha Casa, Minha Vida'.

Desempenho do 'Minha Casa, Minha Vida'

Ao abordar o panorama do financiamento habitacional, Credson Batista, diretor de pesquisa e estatística da Ademi-GO, destacou o marco histórico alcançado pelo orçamento do programa de habitação popular do governo federal no início deste ano. 'Vamos começar destacando a notícia que inaugurou 2026 com muito otimismo', disse.

'O mercado do 'Minha Casa, Minha Vida' recebeu neste ano um impulso significativo. Desde 2021, observamos uma curva crescente nas contratações do programa e, no ano passado, o governo federal aprovou uma verba de R$ 180 bilhões para este ano, o maior valor destinado ao programa desde sua criação.'