A Marinha do Brasil iniciou um exercício militar no Porto de Santos, o maior da América do Sul, com o objetivo de aprimorar os procedimentos operacionais em cenários de conflito. A atividade, chamada Operação Adestramento de Esquadra (Aderex 2026), envolve a simulação de situações que podem ocorrer em um contexto de guerra real.

A frota que participa da operação inclui o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, as fragatas Defensora, União e Tamandaré, além do navio-patrulha oceânico Apa e do submarino Tikuna. Segundo o capitão de mar e guerra Leandro Gomes Mendes, comandante da Capitania dos Portos de São Paulo, as embarcações da Esquadra frequentemente realizam operações conjuntas, preparando-se para possíveis cenários de conflito.

Objetivos da Operação Aderex 2026

A Operação Aderex tem como principal objetivo elevar o nível de prontidão operativa das naves, aeronaves e tropas de fuzileiros navais. Mendes destaca que a prática no mar é fundamental para identificar problemas e treinar a reação da equipe. “Nós temos que nos prevenir, temos que nos preparar, e a melhor maneira de fazer isso é exatamente praticando. Quando estamos no mar, identificamos problemas reais que podem acontecer”, afirma.

Importância estratégica do Porto de Santos

A escolha do Porto de Santos para a realização do exercício é estratégica, dado que se trata do maior porto do Hemisfério Sul. A Marinha considera essencial a proteção desta infraestrutura, que é crucial para o desenvolvimento do país, assim como das plataformas de petróleo e das instalações da Transpetro no Litoral Norte. Mendes ressalta: “A Marinha do Brasil sempre conta com Santos como um ponto muito importante, tanto para apoio quanto para ser protegido futuramente. É uma área que precisa ser zelada”.

Entre os destaques da frota, o Navio Atlântico, considerado a maior embarcação de guerra da América Latina, estará aberto à visitação pública. A fragata Tamandaré, a primeira de um total de oito embarcações novas previstas no plano de modernização da Marinha, é projetada para aumentar a capacidade de defesa antiaérea, antissubmarina e de superfície.

Mendes também enfatiza que, apesar dos investimentos em novos equipamentos, o foco da Marinha continua sendo o fator humano. “O pessoal é o nosso maior patrimônio. Material a gente consegue adquirir com planejamento. Pessoas preparadas e treinadas, não”, conclui.

A frota permanecerá na Baixada Santista até a próxima segunda-feira, quando retornará ao Rio de Janeiro.