Flávio Bolsonaro, senador pelo Partido Liberal (PL), chegou a Miami na quarta-feira (28) após descumprir determinações do Supremo Tribunal Federal (STF). O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou que o governo americano tenha organizado ou facilitado a saída do parlamentar do Brasil.
Rubio confirma autorização de Trump
Rubio afirmou em entrevista coletiva em Atlanta que Washington não participou dos preparativos da viagem. No entanto, confirmou que o presidente Donald Trump permitiu a entrada do parlamentar nos EUA, concedendo-lhe uma autorização temporária de ingresso, conhecida como parole.
A medida não equivale à concessão de asilo. Após cruzar a fronteira brasileira com a Argentina, Flávio Bolsonaro seguiu em avião privado, com escala no Equador, até a Flórida. Reportagens dos jornais The New York Times e The Wall Street Journal sugerem que Jason Miller, assessor de Trump e aliado dos Bolsonaro, ajudou a providenciar a aeronave, embora não esteja claro se ele agiu por conta própria ou em nome do governo.
A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes determinar a entrega dos passaportes de Flávio, no âmbito de investigação sobre suspeitas de crimes financeiros. O senador declarou que deixou o Brasil por considerar-se vítima de perseguição política e questionou, sem provas, o resultado da eleição presidencial derrotando Lula.
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