O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) têm propostas divergentes para o equilíbrio das contas públicas, mas especialistas avaliam que ambas apresentam lacunas e são insuficientes para alterar a trajetória da dívida pública.

LULA DOBRA A APOSTA

O presidente defende a manutenção do arcabouço fiscal atual, argumentando que a regra conseguiu controlar o crescimento das despesas sem prejudicar a recomposição de gastos sociais. No entanto, o arcabouço enfrenta dúvidas quanto à sua credibilidade, já que o governo ampliou o espaço para despesas fora dos limites estabelecidos.

Em contrapartida, Flávio Bolsonaro propõe uma nova regra fiscal e cortes na máquina pública, embora seu plano de governo não detalhe quantos recursos serão economizados. Além disso, há promessas de dobrar investimentos em segurança pública e reduzir impostos, o que aumenta as dúvidas sobre a efetividade dessas medidas.