Lorena Zabala, que antes se dedicava exclusivamente à sua família e aos afazeres domésticos, decidiu mudar sua vida ao se interessar por bioconstrução. Sem experiência prévia na construção civil, ela mergulhou em estudos sobre técnicas sustentáveis e encontrou no superadobe uma maneira inovadora de construir.

A técnica de superadobe utiliza sacos ou tubos preenchidos com terra compactada, que são empilhados em camadas para formar estruturas robustas. Com uma combinação de planejamento, força física e paciência, Lorena conseguiu erguer um domo de aproximadamente 24 toneladas, uma realização que não apenas transformou sua rotina, mas também sua percepção sobre o trabalho e a moradia.

O processo de construção e suas exigências

Construir o domo foi um desafio que demandou muito mais do que apenas vontade. Cada fase do projeto envolveu o preparo do solo, o preenchimento dos sacos, a compactação, o alinhamento das camadas e a atenção à estabilidade da estrutura. O resultado foi uma construção que, além de impressionar pelo peso e formato, carrega um simbolismo profundo para Lorena.

Para ela, erguer essa estrutura significou provar que era possível aprender uma nova habilidade do zero e transformar esse conhecimento em autonomia. A bioconstrução, com seu enfoque em materiais naturais e soluções que dialogam com o meio ambiente, ofereceu a Lorena uma nova perspectiva sobre como habitar e construir. Contudo, é importante destacar que o superadobe não é uma técnica simples; requer estudo, orientação adequada e cuidados específicos para garantir a segurança e a durabilidade da construção.

Uma nova carreira e um novo olhar sobre a construção

Após essa experiência transformadora, Lorena começou a atuar como bioconstrutora e passou a compartilhar suas descobertas com outras pessoas. O que começou como uma busca pessoal se transformou em uma nova carreira, dando origem a cursos, projetos e novas construções. Sua trajetória serve como um exemplo de que a construção não é um domínio inatingível para quem nunca trabalhou na área.

Com estudo e prática, Lorena conseguiu transformar uma técnica sustentável em uma ferramenta de trabalho e mudança de vida. O domo de 24 toneladas, portanto, não é apenas uma construção de terra, mas também um símbolo da transição de uma mulher que desafiou o desconhecido e encontrou na bioconstrução uma nova forma de construir não apenas casas, mas também possibilidades e um futuro mais autônomo.