Durante sua trajetória de 50 anos na ciência, Kenneth Chien, cofundador da Moderna, acumulou diversos prêmios e reconhecimentos, entre eles uma belt da Hermes, um presente do CEO da Moderna, Stéphane Bancel. O presente foi dado em 2013, após Chien desempenhar um papel crucial na formação de uma parceria significativa entre a startup de mRNA e a gigante farmacêutica AstraZeneca.

Essa colaboração impulsionou a ascensão da Moderna, resultando em bilhões de dólares em investimentos e, consequentemente, na criação das vacinas de mRNA contra a Covid-19, que salvaram inúmeras vidas. No entanto, os medicamentos que a AstraZeneca planejava desenvolver com base nessa parceria, que incluíam até 40 terapias de mRNA para câncer e doenças cardiovasculares, não chegaram a ser concretizados.

O impacto da mRNA na medicina

Em conversa sobre o futuro da tecnologia mRNA, Chien enfatiza o potencial que esta abordagem pode ter na medicina, especialmente em áreas como a oncologia. Ele acredita que, apesar dos desafios, o desenvolvimento de vacinas e tratamentos baseados em mRNA pode revolucionar a forma como doenças complexas são abordadas.

Chien também discute a importância das colaborações entre empresas de biotecnologia e grandes farmacêuticas, ressaltando que parcerias estratégicas são fundamentais para acelerar a pesquisa e a implementação de novas terapias. A experiência acumulada ao longo da sua carreira, especialmente com a Moderna, fornece uma visão valiosa sobre como a inovação pode ser impulsionada em um ambiente altamente competitivo e regulado.

À medida que a Moderna continua a expandir suas operações e explorar novas aplicações para a mRNA, Chien permanece otimista sobre as possibilidades futuras e o impacto que a empresa pode ter na saúde global.