A atriz e produtora Kate Lyra, que completará 74 anos em 3 de julho, é uma figura multifacetada no cenário cultural brasileiro. Conhecida por seu famoso bordão de programas humorísticos na década de 1970, Lyra se recusa a ser definida apenas por isso, explorando uma variedade de áreas, como direção de cinema, pesquisa e produção musical.

O bordão que a tornou popular, onde sua personagem expressava a crença de que “brasileiro é tão bonzinho”, tem raízes anteriores na atuação da atriz romena Jacqueline Myrna. A personagem, hoje vista sob uma crítica contemporânea pelo seu viés machista, foi um trampolim para Lyra, que desde então tem se engajado em diversas iniciativas artísticas e sociais.

Parceria e novos projetos

Casada com Steve Solot desde 2017, um profissional reconhecido no setor audiovisual, Kate está sempre à frente de novos projetos. Recentemente, eles lançaram um curso de inglês técnico voltado para profissionais do audiovisual, com o intuito de qualificar a mão de obra nas áreas de produção. “Com o streaming, há muitas possibilidades de coprodução, mas as equipes precisam dominar o inglês para ter oportunidades na carreira”, explica Lyra.

No segundo semestre, a dupla irá realizar a 14ª edição do Latin American Global Film & TV Program em Los Angeles, que inclui palestras e acesso ao American Film Market, promovendo a integração de profissionais de diferentes países.

Investigadora e artista

Como pesquisadora, Kate se dedicou ao estudo do rap e do funk, publicando artigos acadêmicos tanto no Brasil quanto nos EUA. Sua vivência em um baile funk na favela a marcou profundamente, revelando realidades que escapam ao cotidiano.

Com uma rotina de exercícios diários e check-ups regulares, Kate mantém-se ativa e saudável, guiando-se pelo mantra de que “o mundo é tão cheio de coisas maravilhosas que todos deveríamos ser felizes como reis”.