John Rogers, presidente e co-CEO da Ariel Investments, compartilhou sua visão sobre o mercado de ações durante uma entrevista no programa "Power Lunch" da CNBC, destacando que a volatilidade recente é sem precedentes em sua carreira, em grande parte devido à onda de investimentos em inteligência artificial (IA).

Rogers, que falou de Chicago a partir da bolsa de valores da Cboe, expressou preocupação com a valorização excessiva do mercado. "Eu acho que o mercado amplo está caro, impulsionado pela febre da IA", afirmou. Ele comparou a atual situação à bolha da internet no final do século XX, prevendo que a euforia em torno da IA pode terminar de forma semelhante.

Foco em pequenas empresas

Entre as ações que Rogers está acompanhando, ele destacou a Covista, uma empresa de educação com sede em Chicago. "A Covista é uma companhia de educação para profissionais da saúde, e a escassez de médicos e enfermeiros é um problema global. Ter uma empresa como a Covista para oferecer essa formação é extremamente importante", disse. Rogers elogiou o trabalho do CEO Stephen Beard, que, segundo ele, está conduzindo a empresa em uma direção promissora. As ações da Covista já apresentaram uma alta de 20% neste ano.

Oportunidades no setor financeiro

Rogers também mencionou as empresas Lazard e Carlyle Group como boas opções dentro do setor financeiro. Enquanto as ações da Lazard caíram 16%, as do Carlyle Group caíram 29% em 2026. "Estamos vendo algumas ações no setor de serviços financeiros que estão extremamente baratas. Este é um ambiente onde negócios estão sendo fechados continuamente", comentou.

Ele destacou Lazard como uma empresa de banco de investimento de ponta e elogiou a liderança de seu CEO, Peter Orszag. Em relação à Carlyle, Rogers observou que, apesar da pressão enfrentada pela indústria de private equity, as ações estão com avaliações atrativas, vendendo-se a múltiplos historicamente baixos.

Além disso, o investidor mencionou ainda outras pequenas empresas de Chicago, como a fabricante de eletrônicos Littelfuse e a produtora de componentes Knowles, que tiveram uma valorização aproximada de 89% e 90% neste ano, respectivamente.