O clima de Copa do Mundo não se limita apenas aos estádios, mas também chega às escolas. Em Aparecida de Goiânia, uma instituição promoveu um debate sobre igualdade de gênero no futebol após um aluno afirmar que meninas não jogam. Para quebrar esse estereótipo, a escola convidou a jogadora Cibelly Morais, de 20 anos, atleta do Planalto Esporte Clube.

Durante a visita, Cibelly foi surpreendida ao ser questionada por uma aluna: 'Tia, mas meninas também jogam?'. A atleta respondeu com entusiasmo: 'Meninas também jogam! Não é fácil, mas é possível realizar esse sonho'. Ela compartilhou sua trajetória, despertando a curiosidade e o interesse das crianças.

Um vídeo do evento revela momentos de interação entre a jogadora e os alunos, que fizeram perguntas sobre o futebol e seus ídolos. Cibelly explicou que cada equipe tem 11 jogadores e que o esporte vai além do campo, servindo como inspiração para muitos.

A experiência de Cibelly no futebol começou aos 8 anos, treinando com meninos em um cenário onde a presença feminina nas escolinhas era rara. A atleta enfrentou desafios, incluindo preconceitos e racismo, mas nunca deixou que isso a desmotivasse. O apoio da família foi crucial em sua jornada.

Além de inspirar seus colegas de escola, Cibelly é um exemplo para seu irmão de apenas 7 anos, que sonha em seguir seus passos no futebol. 'Eu sou um espelho para ele e para todas as crianças que conhecem minha história', afirmou.

A professora Silvia Raqueliny ressaltou o impacto positivo da visita de Cibelly, que fez as crianças entenderem que o esporte é para todos, independentemente do gênero. O presidente do Planalto, Breno Cardoso, destacou que a equipe foi criada para valorizar talentos das comunidades, como Cibelly, que é um exemplo de superação e potencial.