O Japão registrou deficit de 406,9 bilhões de ienes (R$ 12,7 bilhões) no mês de junho, superando as projeções do mercado, que já estimavam um resultado negativo de 120 bilhões de ienes (R$ 3,7 bilhões). O dado foi divulgado nesta 3ª feira (21.jul.2026) e deve impactar a economia japonesa. O resultado demonstra que o país importou mais do que exportou em junho —tendência que tem se repetido desde o início do ano.

No 1º semestre de 2026, o Japão registrou apenas 3 superavits: nos meses de fevereiro (o melhor resultado do período, com 57,3 bilhões de ienes), março e abril. O deficit reflete o aumento de 25,4% nas importações, puxado principalmente pelos setores alimentício e de combustíveis, apesar da queda nos preços do petróleo impulsionada pelo alívio nas tensões da guerra com o Irã e pela liberação do tráfego de navios no estreito de Ormuz depois da aprovação do memorando de cessar-fogo anunciado em 14 de junho. Ao analisar as exportações, percebe-se um desequilíbrio: as vendas ao exterior cresceram 19,3% no mês.

Os principais setores que registraram alta foram eletrônicos, automóveis e componentes industriais. O cenário pressiona pela alta ou manutenção das taxas de juros para conter a perda do poder de compra no país, além de manter o iene em queda frente ao dólar devido ao deficit comercial.