Cerca de 7 milhões de israelenses foram às urnas nesta terça-feira (27) pela primeira vez desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023. Entre os favoritos para assumir o governo, estão três partidos liderados por candidatos considerados linhas-duras na área militar e de segurança, incluindo o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Concorrência entre partidos

Nenhum dos três favoritos reconhece a possibilidade de criação de um Estado palestino e todos defendem o desarmamento do Hamas. No entanto, há divergência entre eles sobre a expansão dos assentamentos na Cisjordânia. O resultado da eleição só será conhecido no final desta quarta-feira (28).

Partidos concorrentes

Além de Netanyahu, está entre os cotados para assumir o governo o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, ex-general Gadi Eisenkot, do partido Yashar (Íntegro), criado em 2025. Eisenkot integrou o gabinete de guerra formado após o 7 de outubro, mas deixou o governo Netanyahu com críticas à condução da operação militar na Faixa de Gaza.

A outra força política que pode destronar o atual primeiro-ministro é formada por uma coalizão de partidos liderada por Naftali Bennett, do partido Juntos (Beyahad). O político tem perfil religioso e foi primeiro-ministro de Israel por um ano, de 2021 a 2022.