Os investimentos privados globais em fusão nuclear alcançaram um recorde de US$ 4,48 bilhões em 2025, um aumento de 69% em relação ao ano anterior. Esse crescimento é impulsionado em grande parte pela crescente demanda de energia de centros de dados de inteligência artificial e pelas crescentes preocupações com a segurança energética mundial.
Segundo a Fusion Industry Association (FIA), a confiança na viabilidade da tecnologia de fusão nuclear está aumentando, com aproximadamente 71% das empresas do setor prevendo que entregarão energia comercial à rede elétrica até a década de 2030. Essa confiança está se traduzindo em investimentos concretos, com empresas de fusão firmando acordos de seleção de locais e Contratos de Compra de Energia (PPAs) com grandes empresas de tecnologia.
Acordos e Projetos em Andamento
Um exemplo significativo é o acordo de compra de energia assinado em 2022 entre a Helion Energy e a Microsoft Corp. (NASDAQ:MSFT). A Helion comprometeu-se a fornecer pelo menos 50 megawatts de eletricidade a partir de uma planta de fusão comercial até 2028. Este é um PPA corporativo vinculativo, o que significa que a Helion pode enfrentar penalidades financeiras se não cumprir os prazos.
No ano passado, a Helion iniciou a construção de sua primeira instalação de energia em escala comercial, chamada Orion, localizada em Malaga, Washington. O local foi escolhido estrategicamente próximo ao rio Columbia para se conectar diretamente à rede principal de entrega de energia de Washington, visando alimentar a infraestrutura massiva de nuvem da Microsoft.
Financiamento e Inovações no Setor
A Helion recebeu um forte apoio financeiro do CEO da OpenAI, Sam Altman, que investiu centenas de milhões de dólares na empresa. Para atender ao prazo rigoroso de 2028 da Microsoft, a Helion fechou um financiamento de US$ 465 milhões em uma rodada de Série G, liderada pela Thrive Capital, elevando sua avaliação para US$ 15,5 bilhões.
Em agosto de 2025, a Commonwealth Fusion Systems, um desdobramento do Massachusetts Institute of Technology (MIT), arrecadou US$ 863 milhões em uma rodada de financiamento Série B2, totalizando quase US$ 3 bilhões em financiamento. Entre seus investidores estão gigantes da tecnologia como Nvidia Corp. (NASDAQ:NVDA), Google (NASDAQ:GOOG) e bilionários como Bill Gates e George Soros. A CFS utilizará os recursos para desenvolver o dispositivo de fusão SPARC, que visa gerar energia de fusão positiva até 2027.
A Proxima Fusion, uma empresa de tecnologia profunda com sede em Munique, também se destacou ao arrecadar €411 milhões, elevando sua avaliação para €2,4 bilhões. A empresa, que é o primeiro desdobramento do Max Planck Institute for Plasma Physics, planeja construir um demonstrador de fusão chamado Alpha, com previsão para os primeiros anos da década de 2030.
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