Mais de 6,1 milhões de habitantes de comunidades de difícil acesso na região Norte do Brasil agora têm acesso à internet de alta velocidade, graças à instalação de cabos de fibra ótica em leitos de rios. As informações foram divulgadas pelo Ministério das Comunicações nesta quinta-feira (25) como parte do programa 'Norte Conectado'.
Os cabos de fibra ótica fazem parte da chamada estrutura de 'infovias subfluviais', com cinco infovias já implementadas. O governo federal planeja adicionar mais quatro infovias, aumentando o número de beneficiados para 7,5 milhões de pessoas e alcançando cerca de 70 comunidades nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. O investimento totaliza R$ 1,3 bilhão, oriundo do Novo PAC - Programa de Aceleração do Crescimento.
Proteção à floresta e desenvolvimento local
No lançamento das informações, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, ressaltou que a instalação dos cabos de fibra ótica é uma medida que evita o desmatamento e respeita as comunidades locais.
“Levar infraestrutura digital por meio das infovias é uma decisão que respeita a floresta e as pessoas que vivem em municípios onde a conectividade ainda enfrenta obstáculos”, afirmou o ministro.
O conselheiro Edson Holanda, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), destacou que a conectividade é essencial para o desenvolvimento e a cidadania dos moradores da região.
“O meio ambiente deixou de ser barreira para ser o caminho da integração do nosso país na conectividade verde”, disse.
Detalhes das infovias
Atualmente, cinco infovias estão em operação. A infovia número 00 conecta Macapá (AP) a Santarém (PA), abrangendo cinco localidades com 769 quilômetros de fibra óptica. A infovia 01 liga Santarém (PA) a Manaus (AM) e cobre 1.054 quilômetros. Outras infovias conectam Manaus a Atalaia do Norte, Belém a Macapá e Manaus a Boa Vista, totalizando milhares de quilômetros de infraestrutura.
“Cada trecho de fibra, cada ponto conectado e cada sistema está se transformando em benefício concreto para a população”, concluiu o ministro.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.