O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, anunciou que inspetores da entidade realizarão visitas aos locais nucleares do Irã como parte de um acordo interino entre o país e os Estados Unidos. Por outro lado, o principal negociador iraniano, Kazem Gharibabadi, criticou o acordo, descrevendo-o como uma 'declaração de derrota' por parte dos EUA.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, está em uma missão diplomática no Oriente Médio, buscando tranquilizar aliados sobre o comprometimento americano na região. Durante sua visita aos Emirados Árabes Unidos, Rubio discutiu o acordo interino com o presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan, enfatizando que os EUA estão 'completamente alinhados' com seus parceiros do Golfo nas negociações com o Irã.
Enquanto isso, um dos maiores campos de petróleo do Iraque, o West Qurna-2, suspendeu suas operações devido ao conflito na região, citando uma situação de 'força maior'. A produção e as exportações de petróleo do campo foram interrompidas completamente desde terça-feira.
No âmbito das operações navais, a Organização Marítima Internacional anunciou que navios começaram a passar pelo Estreito de Ormuz sob um novo programa de evacuação da ONU, prometendo restaurar a segurança marítima após meses de tensões.
Por outro lado, o preço do petróleo Brent caiu para menos de 75 dólares por barril, refletindo a instabilidade no mercado após o acordo interino entre os EUA e o Irã. O presidente Donald Trump afirmou que o Irã não cobrará taxas de travessia no Estreito de Ormuz, desmentindo informações de que haveria custos adicionais para os navios.
As negociações entre os EUA e o Irã devem retomar em breve, mas o acesso a instalações nucleares iranianas só será permitido após um acordo final, segundo Gharibabadi.