Há dez anos, as vendas de veículos nos EUA alcançaram um recorde de 17,6 milhões, mas previsões atuais indicam que esse número pode não ser alcançado novamente. Analistas da Bain & Company alertam que diversos sinais apontam para uma retração ainda maior do mercado automotivo.
De acordo com a análise, fatores como a queda nas taxas de natalidade, mudanças comportamentais, altos preços dos veículos e uma crescente oferta de alternativas de mobilidade podem resultar em uma redução de mais de 2 milhões de unidades até 2040.
Concorrência acirrada
Mark Gottfredson, parceiro da Bain & Company, destacou que a indústria automotiva sempre se baseou em um crescimento anual de 1% em linha com o aumento populacional. Contudo, dados globais mostram que o crescimento populacional está desacelerando, com algumas nações já registrando quedas.
Nos EUA, a taxa de fertilidade em 2025 foi de aproximadamente 1,6 filhos por mulher, considerada abaixo da taxa de reposição de 2,1, conforme dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Embora a imigração tenha ajudado a compensar essa queda, a Bain prevê que políticas restritivas devem reduzir os índices de imigração nos próximos 15 anos.
Mudanças no comportamento do consumidor
A pesquisa da Bain também aponta que o comportamento da população está mudando. Atualmente, metade dos jovens de 16 anos não possui carteira de habilitação, em contraste com quase 70% nas décadas de 1960 a 1980. Além disso, a participação de novos registros de veículos entre pessoas de 18 a 34 anos caiu de 12% no primeiro trimestre de 2021 para menos de 10% em meados de 2025.
Com o aumento dos preços dos veículos novos, que subiram 30% nos últimos quatro anos, e a presença crescente de serviços como Uber e Lyft, a competição no setor será cada vez mais intensa, com a expectativa de que as vendas de novos carros permaneçam em torno de 16 milhões até 2033.
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