O governo das Ilhas Malvinas, território britânico no Atlântico Sul, divulgou um comunicado na quinta-feira (16.jul.2026) repudiando o hasteamento de uma faixa com a inscrição “as Malvinas são argentinas” por jogadores da seleção argentina após a vitória sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo. O documento solicita que a Fifa aplique punições ao time argentino.
Na nota, o governo expressou seu desapontamento com a atitude da seleção argentina, afirmando que a decisão de exibir a faixa manchou o resultado do jogo, que não envolveu as Ilhas Malvinas. “Estamos desapontados, embora lamentavelmente não surpreendidos”, declarou o governo em sua publicação no Instagram.
Investigação da Fifa sobre o episódio
A nota foi emitida no mesmo dia em que a Fifa anunciou a abertura de um processo disciplinar contra a seleção argentina por conta do incidente, que pode ser considerado um uso político do esporte, conforme reportou o jornal britânico The Independent.
“O futebol é, em primeiro lugar, um esporte, e é política do Governo das Ilhas Falkland desejar não ver a política trazida para o esporte, e apoiamos a declaração do ministro do Reino Unido, Peter Kyle, a este efeito”, afirmou o governo das Ilhas Malvinas.
O secretário de Negócios e Comércio do Reino Unido, Peter Kyle, também pediu à Fifa que conduza uma investigação detalhada sobre o caso, reiterando que a política deve ser mantida separada do futebol. “Esperamos que a Fifa conduza uma investigação sobre o assunto”, disse Kyle à BBC.
Histórico da disputa pelas Malvinas
As Ilhas Malvinas, conhecidas como Falklands pelo Reino Unido, são objeto de uma disputa de soberania entre Argentina e Reino Unido. Em 1982, a Argentina ocupou militarmente o arquipélago, o que resultou na Guerra das Malvinas, que durou 74 dias e culminou na vitória britânica. O conflito deixou 649 militares argentinos, 255 britânicos e 3 civis mortos.
A íntegra da nota das Ilhas Falklands expressa a insatisfação com a atitude da seleção argentina, destacando que a faixa exibida foi particularmente insensível para muitos habitantes das ilhas, que ainda lidam com os traumas da invasão de 1982. O governo reafirma que não deseja ver a política sendo trazida para o esporte e espera que a Fifa tome as devidas providências para sancionar comportamentos desse tipo.
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