O presidente da Argentina, Javier Milei, manifestou apoio aos jogadores da seleção nacional após eles exibirem uma faixa com a bandeira das ilhas Malvinas durante a semifinal da Copa do Mundo de 2026, realizada na quinta-feira, 16 de julho. A faixa continha a frase “As Ilhas Malvinas são argentinas” e foi mostrada após a vitória da Argentina sobre a Inglaterra, por 2 a 1.
Em entrevista à emissora Rádio El Observador, Milei comentou que os atletas “foram tomados pela emoção” ao fazerem o gesto, que, segundo ele, pode levar a discussões sobre possíveis penalidades financeiras. A declaração foi amplamente repercutida pela mídia argentina.
O presidente também se referiu a possíveis sanções da FIFA, que podem incluir uma multa de até US$ 30.000 caso a entidade identifique conotações políticas na exibição da faixa. Milei enfatizou que os acontecimentos em campo não fazem parte da diplomacia governamental, mas reconheceu que o sentimento pela reivindicação das Malvinas é compartilhado por todos os argentinos.
“É perfeitamente válido e legítimo que os jogadores queiram se expressar e o façam”, afirmou Milei, reforçando que as “Ilhas Malvinas são de fato argentinas” e que o governo busca recuperá-las por meio de ações diplomáticas.
O presidente mencionou ainda que recentes progressos na questão das Malvinas foram alcançados através de uma aproximação com os Estados Unidos. “Isto permitiu à ONU obrigar a Inglaterra a negociar conosco; trata-se de uma questão diferente, e precisamos lidar com ela de forma inteligente”, declarou.
GUERRA DAS MALVINAS
A Guerra das Malvinas foi um conflito armado entre a Argentina e o Reino Unido, que ocorreu entre abril e junho de 1982. O conflito durou 74 dias e teve início quando a ditadura argentina invadiu o arquipélago no Atlântico Sul, que estava sob domínio britânico desde 1833.
Em resposta, a então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher enviou uma força-tarefa que resultou na retomada das ilhas e na rendição argentina, culminando na queda do regime militar no país. Anos após o conflito, a questão das Malvinas permanece sensível na Argentina, que atualmente busca a soberania sobre as ilhas por meio de vias diplomáticas, abandonando a opção militar.
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