A II Semana dos Migrantes, Refugiados e Apátridas de Goiás tem início nesta quinta-feira, 25 de junho, às 18h30, na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia. O evento, promovido pela Associação dos Migrantes, Refugiados e Apátridas de Goiás (Amira-GO), se estenderá até domingo, 28, e contará com uma programação voltada à defesa de direitos, empregabilidade e integração social.

Segundo Augusto Mendes Amora, presidente da Amira-GO, a associação foi criada para enfrentar as dificuldades que muitos migrantes encontram ao chegar ao Brasil sem uma rede de apoio. "A intenção de criarmos a associação foi exatamente porque nós e muitos outros migrantes não tivemos apoio quando chegamos. Hoje queremos oferecer esse suporte para quem passa pela mesma situação", destacou.

Augusto, que é natural de Angola e reside no Brasil há três anos, enfatizou que a Amira-GO auxilia migrantes na regularização de documentos, acesso a serviços públicos e inserção no mercado de trabalho. A associação mantém parcerias com diversas entidades, como o Ministério Público e a Polícia Federal, para garantir o apoio necessário.

Atualmente, a maior parte da comunidade migrante em Goiás é composta por venezuelanos, com números também significativos de cubanos, guineenses, senegaleses e haitianos. A programação da semana inclui mutirões de emprego, orientações sobre regularização migratória e a Marcha dos Migrantes, que ocorrerá no domingo, saindo da Praça Cívica em direção à Praça Universitária.

“Queremos mostrar à sociedade que os migrantes vêm para contribuir com o desenvolvimento social e econômico. É uma forma de promover a integração e combater preconceitos”, afirmou Augusto.

Participação do Ministério Público

O Ministério Público de Goiás (MPGO) estará presente no evento, representado pelo promotor de Justiça Paulo Henrique Otoni, que discutirá a atuação do órgão na defesa dos direitos da população migrante. O promotor ressaltou a importância de fortalecer políticas públicas voltadas ao acolhimento e à inclusão dessa população, enfatizando que o MP está disponível para orientar migrantes sobre seus direitos.