O setor turístico de Cuba parece ter de tudo, desde praias de areia branca a fortalezas coloniais espanholas. Tudo, exceto turistas. A economia da ilha entrou em uma espiral descendente após uma série de sanções impostas pelo governo Trump contra o governo comunista.
Leia Mais População de Cuba protesta em Havana em meio a cortes de energia Cuba começa a restabelecer energia em Havana após apagão nacional Cuba libertará mais de 2.000 prisioneiros, diz governo Com o colapso dos serviços e o agravamento da escassez, os visitantes estrangeiros – e a receita que eles trazem – sumiram mais rápido do que o gelo de um mojito em um dia de verão. Antigos pontos turísticos agora são cidades-fantasmas. Entre eles está Havana Velha, o assentamento original da capital cubana fundado no século XVI, considerado um dos exemplos mais bem preservados da arquitetura colonial espanhola nas Américas.
“Não há turistas”, disse Elio, integrante de uma dupla de violões que toca música tradicional cubana há quase 30 anos perto de uma praça histórica em Havana Velha. Rua de Havana, Cuba 11 de janeiro de 2026 • REUTERS/Norlys Perez Ele não quis revelar seu sobrenome por medo de possíveis repercussões ao falar com a mídia estrangeira. “Talvez estejam em casa.
Só passa um a cada meia hora ou uma hora.” Nos primeiros cinco meses de 2026, míseros 360 mil turistas visitaram a ilha – uma queda de 58% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo estatísticas do governo cubano. Em comparação, a vizinha República Dominicana registrou mais de 10 vezes esse número de turistas no mesmo período. Asfixia econômica O ataque militar do governo Trump em janeiro contra a Venezuela, ex-aliada de Cuba, cortou um fornecimento crucial de petróleo para a ilha.
Logo em seguida, os EUA ordenaram um bloqueio petrolífero à ilha, desestabilizando ainda mais a economia cambaleante e fazendo com que muitas companhias aéreas, impedidas de reabastecer em Cuba, cancelassem todos os voos. Cuba: Crise de energia mobiliza protestos em Havana | BASTIDORES CNN Uma nova rodada de sanções americanas visa empresas estrangeiras que negociam com os militares cubanos, que controlam grande parte do setor turístico. Isso levou muitas redes hoteleiras internacionais a abandonarem a ilha.
O governo Trump afirma que o sufocamento econômico serve para forçar o governo cubano a abrir seu sistema político hermético e permitir o investimento estrangeiro direto, inclusive no turismo. Em entrevista ao site Axios em junho, Trump comparou o potencial turístico de Cuba ao petróleo venezuelano, enquanto avalia novas medidas para forçar concessões do governo de Cuba, incluindo ação militar . “A Venezuela tem petróleo.
Cuba não tem. Cuba tem uma propriedade bonita e uma bela costa”, disse Trump ao veículo. Fotografia da cidade de Varadero, em Cuba.
• niversal Archive/Universal Images Group via Getty Images O setor de turismo da ilha já havia sido atingido pela pandemia e não se recuperou desde então. As sanções econômicas cada vez mais punitivas dos EUA pioraram a situação, impedindo a vinda de muitos visitantes ou afugentando aqueles que poderiam vir.
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