A Justiça do Rio de Janeiro realiza, nesta terça-feira (27), o júri de Igor Gomes de Moraes Alves, acusado de espancar a própria mãe, Lúcia Regina Gomes Alves, até a morte em 2021. O crime ocorreu cinco anos atrás, em um contexto marcado por tensões familiares e questões relacionadas ao tráfico de drogas.
Contexto do crime
Lúcia, de 70 anos, foi agredida pelo filho três dias após ter pago a fiança para sua libertação da prisão, onde ele estava detido por tráfico de drogas. Segundo a apuração policial, Igor asfixiou e agrediu a mãe até que ela falecesse. Após o ato, ele deixou a residência da mãe e se dirigiu para seu apartamento em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
Confissão e motivações
Igor foi encontrado em seu apartamento pelos policiais, onde estava dormindo. Durante a abordagem, ele confessou o crime e, segundo informações do advogado da vítima, Gabriel Habib, alegou que a discussão com a mãe se deu porque ela queria interná-lo em uma clínica de recuperação para usuários de drogas. O réu afirmou que se sentiu ameaçado e, em um momento de raiva, agrediu Lúcia, jogando-a no chão e desferindo pancadas que resultaram em sua morte.
Defesa e alegações
A defesa de Igor argumenta que ele agiu em um estado de insanidade mental no momento do crime. O advogado de defesa, que não foi identificado, comentou que a estratégia será afastar a tese da insanidade e buscar a condenação por homicídio qualificado. A defesa não se pronunciou publicamente até o momento.
O caso gerou repercussão na sociedade, levantando questões sobre a violência doméstica e os desafios enfrentados por famílias de pessoas envolvidas com drogas. O júri, que ocorre após um longo processo judicial, é uma oportunidade para que a Justiça analise as circunstâncias do crime e as motivações do réu.
O g1 não conseguiu contato com a defesa do acusado para mais esclarecimentos sobre a estratégia legal. A expectativa é que o julgamento traga novos desdobramentos sobre o caso e sobre a situação que levou a essa tragédia familiar.
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